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Às vezes, desistir é o melhor caminho

  • Foto do escritor: LEANDRO BRITO
    LEANDRO BRITO
  • 25 de ago. de 2016
  • 3 min de leitura

Há algumas semanas, publiquei aqui, no blog, um texto sobre a importância da perseverança. Acredito piamente no poder da persistência, mas hoje venho trazer um ponto de vista contrastante: além de perseverantes, precisamos também ter a sabedoria para saber a hora de desistir. O fato de movermos todos os nossos esforços para alcançar os nossos objetivos, não quer dizer que sempre precisamos vencer. Têm momentos em que perdemos a batalha, porém isso não que dizer que fomos apenas derrotados, pois todas as perdas vêm acompanhadas de muitas aprendizagens.


Se a tarefa de nos mantermos persistentes mesmo diante das dificuldades não é fácil, imagine a de reconhecermos que, às vezes, precisamos desistir. É complicado, mas devemos saber a hora certa para abandonar algumas causas. Já conheci várias pessoas que precisaram quebrar a cara várias vezes para reconhecer a hora certa de desistir. É muito comum ouvirmos história de pessoas que estão quase no fim do poço, se afundam a cada dia mais e se recusam a largar o osso, por considerar a derrota inadmissível. A meu ver, isso é uma grande bobagem.


Quando estava no processo de preparação para o vestibular, eu conheci uma pessoa que acompanhei durante anos, entrando e saindo de faculdades, inclusive, de grande referências. Ingressou em Relações Internacionais na Unesp, em Direito na UEL, em Ciências Sociais na Unicamp e, recentemente, descobri que mudou novamente de curso e de universidade. Naquela época, tinha muita dificuldade para entender tanta desistência. Entretanto de acordo com o garoto, as desistências eram resultadas da falta de identificação com os cursos. Hoje eu sei que ele sabia o momento certo de desistir. Talvez se tivesse persistido lá no começo, estaria trabalhando em uma área por obrigação e sem vontade.


Acompanhei de perto também, os dramas de uma amiga de faculdade, que desde o primeiro dia mostrou-se insatisfeita com o curso. Lembro que a incentivava a desistir para fazer o que realmente queria. Foram três anos de reclamações, e só depois de todos esses anos, ela resolveu me ouvir. Desistiu um pouco tarde, mas, felizmente, ela teve a sabedoria de perceber que não valia a pena persistir. Hoje, ela reconhece que a desistência foi uma boa escolha, pois sente prazer no que faz.


Esses são apenas dois exemplos da importância por detrás da desistência. Devemos saber que desistir não é sinônimo apenas de derrota. Desistir é também um ato de coragem e de sabedoria. Devemos ter coragem de desistir. Não adianta se manter persistente apenas para conservar uma aparência de firmeza. Devemos saber o momento de desistir de um relacionamento, de um curso, de uma pessoa, ou seja, precisamos ter coragem de desistir. Quando nos damos à oportunidade de desistir, abrimos também novas perspectivas e encontramos também solução para os nossos problemas. A desistência, como qualquer outro, é considerado também um ato nobre.


Volto a dizer que devemos ser persistentes, todavia mais do que isso precisamos também ter em mente a sabedoria de desistir, quando não existe mais solução. A vida é muito curta para gastarmos com coisas que percebemos que não vale a pena. Devemos persistir desde que isso não nos prejudique. Quando a persistência se converte em um peso, devemos sim desistir para encontramos novos caminhos. E lembre-se, a derrota não é de todo negativa, com elas aprendemos muitas coisas. Por isso, não tenha medo de desistir quando for necessário.

Sou jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Atualmento, faço mestrado de Comunicação na Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp).

Sobre mim

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Trecho de livro

Tudo muda, penso. Esta é a única constante. Todos crescemos (trecho de O último adeus)

© 2016 por Leandro Brito. Orgulhosamente criado com Wix.com

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